Mãe e filha – animação linda!

Ontem assisti a uma pequena animação, de apenas 3 minutinhos linda, linda, linda que fala das etapas da vida da mãe com sua filha.

Como mãe, morri de chorar ao pensar na minha filha se tornando uma mulher e tomando o rumo da vida dela sem mim, e como filha, morri de chorar (também) ao pensar que um dia posso ficar sem os cuidados da minha mãe, que nunca deixa de zelar por mim, mesmo eu já sendo uma “marmanjona” rs…

Eu, de verdade mergulho na reflexão desse tipo vídeo, e acho que devia ser período pra mim essa viagem, pois me traz uma introspecção tão profunda sobre como nossa vida é frágil e finita.

A letra é da Ana Vilela, uma poesia sobre a passagem da vida… show!

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“Quem defende a família é uma besta”

A conceituada filósofa e professora da USP, Marilena Chauí, durante a ministração de uma palestra aos alunos de um colégio da região nobre de São Paulo, cujo o tema abordado era “A fragilidade da democracia” afirmou que “quem defende a família é uma besta”.

Infelizmente esta senhora (que por sinal possui alto nível acadêmico, espera-se um pouco mais de educação), juntamente com movimentos de massa, vem desconstruindo aos longo dos anos aquilo que, ao contrário do que ela prega (e claro que, baseada em discursos marxistas), é o elemento principal para a construção de uma sociedade: a FAMÍLIA.

A palavra Família tem origem do latim e deriva de “Famulus” ou “Famuli”, que significava “grupo doméstico” ou o conjunto das propriedades de alguém (isso incluía os escravos e os servos) que tem um ancestral comum e herdam valores, tradições, sobrenome e patrimônio. 

O valor da família está sendo cada vez mais rebaixado e é isso que vem sendo embutido na mente das novas gerações. Como os jovens interpretarão discursos similares a este e que valor terá para eles a própria família? Será que preferirão ser os ditos bestas ou para não serem tachados de caretas escolherão ser os prafrentex? Ora… ninguém quer ser besta.

Sabemos que muitos, infelizmente, não tem um histórico familiar positivo, mas na grande maioria a família é aquela que está junto nos melhores e piores momentos da vida de alguém. Não acredito que com intimidação física ou verbal (e seja ela por posições ideológicas, religiosas, ou por qualquer outro tipo de convicção de outrem), conseguiremos um mundo com mais respeito. Muito pelo contrário, a intimidação nos torna refém daquilo que não concordamos mas acabamos sedendo para “ficar tudo bem”. Como dizem por aí: MAIS AMOR, POR FAVOR!

Assista o vídeo comentado pela radialista Madeleine Lacsko no link abaixo:
Madeleine comenta sobre a palestra no Colégio Oswald de Andrade dada por Marilena Chauí

 

 

Crianças não podem ser moldadas

Antes de criar este blog, estudei alguns nomes para ele a partir da ideia central de que seres humanos são seres em constante evolução e para que se torne um adulto estável é importante que cresça em um ambiente favorável.

Dentre as ideias, me vieram à mente o nome “Jardim Secreto” que sugere o lar como sendo este jardim de refúgio e lugar de paz onde temos prazer em estar, mas descartei esta opção quando surgiu o nome “Construtores de Gente”. Bom, para que algo seja construído, antes você projeta e segue este escopo para que a obra fique exatamente como planejada, mas… seres humanos não são seres inanimados que podem ser desenhados, antes são seres que raciocinam, sentem e realizam, então é impossível e desumano achar que alguém constrói alguém.

Retomei a ideia do “jardim” tendo em vista que os filhos são como plantas que necessitam de cuidados e instrução para crescerem, neste papel, os pais ou tutores são aqueles que se dedicam como “cultivadores de gente” onde prepara o terreno, rega, poda, mas não tem poder para garantir seu formato final.

Pois bem, hoje li uma matéria no site da folha, onde uma psicóloga apoia a justificativa que é “inútil tentar moldar os filhos e entupi-los de atividades” pois quando crescerem eles trilharão os próprios caminhos baseados nas convicções deles mesmos e não nas convicções dos pais.

Outro aspecto bastante interessante em sua argumentação é com relação ao tempo livre da criança, segundo ela “é preciso desconfiar do excesso de atividades formais e curriculares não apenas porque elas cansam e fazem atrofiar a criatividade, mas também porque as crianças pequenas possuem capacidades aguçadas de decifrar o mundo à sua volta que independem da sala de aula”

Alison Gopnik tem um livro publicado cujo o nome é The Gardener and the Carpenter em português “O Jardineiro e o Carpinteiro” onde faz analogia ao trabalho de um jardineiro e de um carpinteiro com a criação dos filhos, o que me trouxe grande interesse na leitura, pois pelo título tem muito haver com a proposta do blog.

A íntegra da matéria você encontra AQUI.

A horta de Teresa


Era uma vez… Uma garota chamada Teresa.

Teresa estava querendo plantar uma pequena horta em sua casa, então comprou vasos, adubo, pá e brotos de salsinha, tomate cereja, alecrim, morango e hortelã.

Teresa não cuidou de sua plantação. Logo, sua hortinha morreu!

Fim.

Nossa! Mas que história é essa??? rs…

É apenas uma ilustração para destacar a responsabilidade dos pais diante da criação dos filhos, pois eles são nossos frutos e assim como a horta está para Teresa, os filhos estão para os pais. Não basta apenas querer filhos, antes, devemos querer ser Pais.

Ser pai e mãe dá trabalho e é trabalho constante, que precisa ser realizado diariamente, e tem coisas que não dá para terceirizar. A partir do momento que nos tornamos pais/mães, nos tornamos também cultores da vida dos filhos e devemos estar atentos para que “nenhuma praga” invada a vida deles.

Há pais que quiseram muito ter filhos, mas não se preocupam em fornecer um ambiente propício para a criação de um ser humano e outros que foram pais por acaso, mas que compreenderam a grandeza e a beleza dessa responsabilidade.

Não tem receita mágica né… se Teresa quer ter uma hortinha em casa, ela terá que dispor de tempo para cuidar da horta, assim como, se uma pessoa quer ter filhos, ela TAMBÉM terá que dispor de tempo para cuidar dos filhos.

Até a próxima pessoal!

Ah! Só pra constar… a Teresa da história sou eu rs…